sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sobre o oriente

Hoje, pela manhã bem cedo antes de qualquer um acordar, eu vi outro filme. Um filme coreano chamado “oldboys”. Esse filme tinha um final indescritível. Não uso essa palavra por q acho q foi u ótimo final. Estou usando “indescritível” por q acho q não foi um final feliz, nem sem sentido, nem ruim, nem… eu não sei q tipo de final foi. Não sei descrever-lo de forma correta.

Quem quer ver o filme não leia isso: no meio do filme um homem tinha descoberto e contado a todos q um rapaz e sua irmã eram incestuosos. A irmã ficou envergonhada, humilhada. Tanto q ela se matou na frente do irmão. O irmão cresceu e virou um mafioso. O homem teve uma filha, uma família, mas o mafioso o isolou de algum jeito (acho q fez o homem entrar em coma) e quando saiu tentou se vingar do mafioso pelos anos perdidos. Enquanto isso ele conheceu uma moça por quem se apaixonou. No final do filme quando o mafioso e o homem finalmente se encontram o mafioso conta que a moça era na verdade filha dele. O homem tinha feito sexo com a própria filha! Desesperado ele gritou em horror enquanto o mafioso ameaçou contar para a filha, mas o homem implorou e cortou a própria língua pra q o mafioso não contasse. O mafioso não conta e (murmurando q a vingança era tudo o q o motivara a viver nos últimos vinte anos) se mata. O homem ama a filha de verdade (no sentido mais escroto da palavra) e paga uma especialista em hipnose para fazer-lo se esquecer de q a moça era sua filha. Eles se amaram e viveram felizes para sempre.

Agora, esse é ou não é o final feliz mais estranho da história?!! O filme é muito diferente dos padrões ocidentais. Tanto q eu não consegui fazer uma critica. Fiquei muito atônito com a história. Simplesmente abismado.

Mas o mais estranho é q olhando bem, apesar de ser escroto e incestuoso, é um final feliz. O que os olhos não vêem o coração não sente, certo? A cultura oriental invoca muita filosofia q para nós parece estranha, senão horrenda, mas é tão filosófica quanto a nossa. Por exemplo: se duas pessoas q se amam muito vão para o inferno. Elas se encontram lá, e continuam a se amar apesar de estarem no inferno. Então, se elas estão com a pessoa que amam, o inferno continuaria sendo o inferno? Viver com a pessoa q ama para sempre (eu não estou falando de casamento, apesar disso sim ser o inferno) parece uma idéia tão paradisíaca que não consigo por essa idéia no inferno. Então, se eles estão juntos, continua a ser o inferno? Elas podem ser felizes? Elas podem criar um pedaço do céu dentro do inferno? Isso me fez pensar por um longo tempo. É uma filosofia tão diferente q a mente não se adapta rapidamente (eu ainda estou tentando entender).

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