hoje sim eu chegei na praia. e, adivinhem caros leitores, está chovendo. o mundo tem suas cores mudadas, tons mais frios de cores quentes, tons mais sonolentos de cores mais vivas. tudo tem uma energia diferende, menos estática, mais devagar. Mas mesmo assim eu gosto. Assim é mais tranquilo, mais calmo. e voces devem saber q eu gosto assim. é mais saboroso olhar para tudo e ver essa calma, essa tranquilidade. a minha propria calma e a calma da chuva se entrelaçam. essa letargia me agrada.
uma arvore nova. o rapaz levanta os olhos apra a arvore q ele ajudou a plantar algumas semanas atras. ela continua com os dois metros e pouco, mas agora parece mais sonolenta.
“é por q ela foi mudada. aí perde as folhas e fica mais…” o pai interrompe a frase olhando para os galhos finos e nus sem poder completar. a palavra lhe fugiu. O rapaz assente para o pai dizendo-lhe q entendeu. as gotas de chuva descem pelos galhos e pingam pelas pontas das pequenas folhas caindo encima das folhas mortas cobrindo o chao abaixo dela. um tapete escuro de amarelo queimado e marrom claro q cobre as raízes da arvore nova e pequena. “Vai crescer, vai ficar enorme” diz o pai. “Fazer sombra no verao e pendurar redes no inverno.” ele profetiza. o rapaz olha para a arvore, os troncos finos da arvore eram pequenos ainda. ele se imaginou dormindo numa rede vermelha e felpuda onde se balançava lentamente e sorriu.
É. é bom. acho q gosto dessa casa ainda mais no inverno do que no verão. esa tranquilidade raramente se acha em qualquer outro lugar e achar-la é sempre bom. mas agora estou pensando numa outra casa onde eu passei uma meia duzia de finais de semana durante o inverno. me lembro da piscina. me lembro de…
o menino suba as escadas de madeira agarrado ao corrimao. as escadas eram toras grandes cortadas pela metade e o corrimão era um tronco envernizado. as toras eram firmes, mas apoiadas apenas nas extremidades e, abaixo dela estava o bar. o menino olhava assustadamente por entre os degraus de madeira grossa e envernizada e via garrafas lá embaixo. elas pareciam quilometros de distancia de seus pés trêmulos, q subiam os degraus passos curtos e hesitantes. ele finalmente chegou ao topo das escadas e olhou vitorioso para a duzia e meia de degraus q ele venceu bravamente. olhou ao redor no andar de cima. uma lareirta de tijolos antigos e rachadiços pintados de negro pela foligem dentro da lareira enorme. acima da lareira via de tudo. fotos de familia, um par de pistolas antigas cruzadas, peles de animais. se lembrou dos filmes. Tantos filmes pareciam profetizar aquela casa q ele mal pode acreditar. sentou-se no sofá (tao macio q as enormes amolfadas amarelas pintadas e desenhadas quase o engoliram) e olhou para o lado. perto da escada por onde subira ele viu um curto corredor. se levantou e foi até lá curioso apenas para achar camas de madeira e de tijolos altas e cobertas de lençóis brancos perfeitos. num dos quartos viu um beliche. Eu durmo embaixo ele pensou saindo do quarto e voltando para a sala.
olhando para o outro lado da sala viu a entrada da varanda um par de portas enormes estavam bem abertas e o vento empurrava as cortinas brancas bem para dentro da sala em grandes lufadas. ele se aproximou (ouviu a mae o chamando, mas ele iria dali a pouco) e saiu para a varanda. ah, o vento forte no seu rosto e o calor do sol. ele olhou ao redor e viu um enorme pasto q ia até um bosque longe dali, q era cortado por uma trilha fresca e sombreada, e uma lagoa em forma de 8. uma ponte de madeira cruzava o meio e em um dos lados estava a casa de madeira pintada de rosa escurecida do caseiro, no outro lado do lago estava um pequeno píer de madeira e um pequeno barquinho . no meio do pasto, perto do lago, um bambuzal fazia sombra para uma mesa de pedra e uma churrasqueira de tijolos chamuscados. ele já se imaginada descando debaixo daquela sombra enorme depois do almoço. ele sorriu olhando ao redor maravilhado sem poder decidir para onde ir primeiro.
“Leandro!” chamou uma voz autoritária. ele olhou para baixo, para a garagem onde a mae olhava para ele de mau-humor. “Vamos! ajude a descarregar!”.
Ele assentiu para a mae e sorriu dando mais uma olhada ao redor, devaneando maravilhado.
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